terça-feira, 13 de outubro de 2009

Com que roupa?

Você acredita em amor a primeira vista? Mesmo que a resposta a essa pergunta seja não, você há de concordar que a primeira impressão é difícil de ser mudada. Em um mundo de tantas opções, e tanta informação, causar uma boa impressão pode ser sua única oportunidade. Isso vale também para as empresas. A logomarca é, geralmente, a primeira coisa que se percebe de uma empesa. Algo que pode te conquistar ou fazer você passar bem longe.
Vamos, agora, a algumas diferenças básicas: o logotipo é o nome da marca escrito de forma singular, por meio da escolha, ou confecção, de uma tipografia específica. Símbolo é o sinal gráfico que, com o uso, passa a identificar a marca. Uma logomarca pode ser constituída de logotipo, símbolo e logotipo ou, simplesmente, pelo símbolo (normalmente em marcas consolidadas).
E quais os elementos de uma boa logomarca? Existem diversas regrinhas, mas a essência delas , em minha humilde opinião, se resume a quatro coisas: a logomarca deve ter forte ligação com o que representa: a empresa (por isso, um bom brefing e uma boa pesquisa são essenciais); deve ser aplicável em diversas situações (e não só na tela branca a lisa do seu computador); deve ser simples e deve chamar atenção, ficar na cabeça do consumidor. Essas duas ultimas regras podem parecer se excluir, mas pense em algumas marcas famosas: Coca-Cola, Apple, Nike...simples, marcantes e fáceis de lembrar.
Os conceitos do parágrafo anterior parecem, e são, fáceis de dizer e difíceis de aplicar, por isso, eu vou começar a postar aqui a história de algumas logomarcas que deram certo. Espero que sirva de inspiração.
Vamos começar com a logomarca da Apple. De onde que Steve Jobs e os seus sócios tiraram a idéia de chamar sua grande pequena empresa de informática (que pretendia deixá-los ricos e, quem sabe, mudar e dominar o mundo) de...maçã. Imagina o Steve Jobs: ahh...tão bonitinhas, delicadas, doces...todo mundo gosta de maçã. Não, não dá pra imaginar, e, ainda bem, não foi assim.
Vamos refrescar a memória com duas histórias estrelando maçãs:
Conta o mito que Isaac Newton, um dia, sentado sob uma macieira, viu, ou sentiu, os efeitos da gravidade por meio da queda de uma maçã e começou a refletir sobre o fenômeno, acabando por formular a Lei da Gravidade.


Bem antes disso, porém, as maçãs já tinham importante presença na história. Segundo a Bíblia, no Éden, são o fruto da árvore da sabedoria.


Dessa forma, temos duas fortes associações da fruta ao conhecimento e, no caso de Sir. Newton , ao conhecimento científico, tecnologia e tals.
A primeira logomarca da Apple foi desenhada por Jobs e Robert Wayne (o lendário sócio desistente). E saiu....bem, saiu o tipo de logo que geralmente sai quando o dono se mete a querer fazer ele próprio: rebuscada, difícil de ser aplicada, difícil de ser lembrada, antiga e utrapassada, nada a ver com uma empresa que vende tecnologia e modernidade.
Mas estamos falando de Steve Jobs. Ele logo percebeu que não estava rolando e é ai que entra Rob Janoff, contratado pela Apple para elaborar uma nova representação visual.
Surge um dos símbolos mais famosos da informática. Simples, sem perder a essência do que foi pensado pelos donos da empresa.

Na logomarca, a maçã e associada ao conhecimento, algo já presente no imaginário popular por meio das famosas histórias contadas acima. E a mordida significa a aquisição do conhecimento, algo demonstrado e provado por Adão e Eva. Também partindo da história do casal, simboliza a sedução, busca e concretização dos desejos. Além disso, mordida é bite em inglês, o que remete a byte, o que nos leva a computador....elementar, meu caro.
A maçã, essência do desenho original, ganhou um visual leve e moderno. Rob inovou ainda mais ao ir contra a tendência das demais empresas do ramo de priorizar o logotipo. A logomarca da Apple constitui-se, prioritariamente, pelo símbolo. O nome, em letras serifadas, é opcional.
A maçã era, originalmente, multicolorida (feliz...ou gay, dependendo do ponto de vista), remetendo ao prisma de Newton (separação das cores) e agora uma grande viagem, que, provavelmente, só o Rob via, e quem recebia a explicação: as cores estão em ordem diferente da d espectro luminoso, simbolizando, segundo dizem, rebeldia (X)...ok, tinha mais sentido nos anos 80. Outros dizem, e eu acho que vou com esses, que significa apenas que a interface Apple já usava cores.
Enfim, os tempos mudaram e a Apple assumiu o visual clean, minimalista, em seus produtos e, também, na sua logomarca. A nova versão tem o plus de ser muito mais fácil de ser aplicada nos diversos produtos da empresa (aquele monte de cores devia complicar bastante a vida). Ei-la, repaginada:

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Oops Award

O Oops Award é um prêmio que os designers fogem de ganhar. Não honra ninguém, mas tem a grande utilidade pública de mostrar que ninguém é obrigado achar genial tudo que os designers inventam.
A idéia surgiu quando o arquiteto lituano Andrej Statskij, cansado de ver coisas estúpidas serem expostas nas feiras de design, se juntou com uma jornalista e um historiador e jogou aos quatro ventos sua opinião indignada. Criou o Oops Award com o objetivo de premiar os objetos feios, estúpidos e inúteis/difíceis de usar. Quem vota são os membros da ODAF (Oops Design Award Foundation).
Esse ano, na categoria Design Mais Feio, o primeiro lugar foi para
Skin collection,de Nacho Carbonell.


O segundo lugar foi para The Wooly chair, por Jason Miller.

O terceiro lugar foi do The Cipria sofa, por Fernando&Humberto Campana,manufaturada por EDRA. Na categoria Design Mais Bobo, o primeiro ligar foi para Martin the Mule, por I Bride (nem achei tão ruim assim, é engraçado, mas enfim...).

O segundo colocado foi Treetrunk bench, por Jurgen Bey.


O terceiro lugar foi para Feminoir vase, por Christin Johanson (esse podia entrar na categoria de algo impossível de usar tb). E finalmente, mas não menos importante, na categoria de Design Mais Inútil o primeiro lugar foi Glass tank, desenhada e manufaturada por Kyouei.


O segundo lugar ficou com S-Chair transformer, por Beton Design (sei não, vai ver que esqueceram de tirar a embalagem de viagem dessa ai ante de expor).


O terceiro lugar foi para Move your energy rocking chair, por Novague (como fass//).


Tem outros objetos tão ou mais estranhos (como essa cadeira ai em baixo) no site da ODAF http://oopsaward.jimdo.com/award-2008/ .

Fofos, mas perigosos

A carreira de Simone Legno é o sonho de qualquer aspirante a designer. Ele foi descoberto por meio de seu site, ficou logo bastante conhecido e pouco tempo depois começou a trabalhar com marcas do porte da Hello Kitty. Mas não foi só sorte, ele é um exemplo de profissional que sabe o que quer, sabe fazer e conseguiu definir bem seu estilo.
“Fazer o mundo mais colorido e positivo”, esse é o sonho de Simone Legno, e ele realiza através da Tokidoki (www.tokidoki.it) , seu site, portifólio profissional e diário artístico. O artista e ilustrador italiano, define seu estilo com japanismo. Basta olhar para qualquer um dos seus desenhos para perceber a influência de animes, mangas, e da arte tradicional japonesa – principalmente em suas figuras femininas. Para ele o japão é o lugar mais inspirador para os profissionais da criação. Os artistas desse país sempre inovaram no design, arte urbana e moda.
Tokidoki é uma palavra japonesa, quer dizer “às vezes” ou “de vez enquando”. “Escolhi esse nome porque esperamos por algo que possa mudar nossos destinos. Tokidoki é esperança, a energia oculta que temos dentro de nós, que nos dá a força necessária para encarar um novo dia e para sonha que algo mágico nos acontecerá”.
Seus personagens são fofos, mas perigosos, em um “conflito que representa a dualidade de tudo que nos cerca: infância e maturidade, Ocidente e Oriente, engraçado e sério...”, como diz o artista. Um exemplo é o Mozarella, personagem famoso de toy art da tokidoki: uma criança fofa com uma fantasia de vaca, mas carregando uma metralhadora.
Seus personagens têm essência, personalidade: “... aprendi que se você quiser criar um personagem bonitinho, não pode ser qualquer gato ou cachorro. Tem que haver algum conceito original ou significado que o suporte”. Cita como exemplo a série Cactus Friends, cuja roupa representa proteção para o mundo, que às vezes pode ser frio e perigoso. A idéia da proteção está presente em todos os outros personagens, por isso eles têm um quê de perigosos. Sua arte já foi, ou está sendo, usada por diversas marcas, de Mercedes Benz e Volkswagen a Hello Kitty, New Era, Apple e Yahoo!. É um designer que não para de crescer.
* As aspas do post foram tirada de uma entrevista com o artista na revista Computer Arts Projects.

domingo, 6 de setembro de 2009

Que energia solar que nada, agora é energia heólica

Falando em design ecologicamente correto, dá só uma olhada no que promete a dynamic achiteture. O projeto, criado pelo arquiteto italiano David Fisher, promete ser completamente auto-suficiente em questão de energia, gerando, com seus movimentos, energia heólica para abastecer todo o prédio.



Será que dá certo? Você teria coragem de subir/trabalhar/morar num prédio desses?

10 princípios para um bom design

E não é que no design, também, nada se cria, tudo se transforma, ou se adapta. Muito da ciação são suas referências. Todo o bom design tem inspiração em algo que já existe, mesmo que esse algo seja a natureza, uma excelente fonte de bons designs.



Olhe essa imagem. Percebe a semelhança? As fotosde cima mostram equipamentos desenhados por Dieter Rams, famoso designer industrial alemão, que foi, por quase 30 anos, diretor de design da Braum. É responsável, junto com sua equipe, pelo design de diversos produtos da área de eletroeletrônicos da empresa.As imagens da fileira de baixo são de modernos produtos da Apple.
Um dos mais destacados designers do século XX, Rams influenciou muito do trabalho de Jonathan Ive, da Apple. I iMac, o iPhone e o iPod têm nítida inspiração nos produtos desenhados pelo designer da Braum.
Mas por que seu design é considerado tão bom até hoje, sendo aplicado até em produtos tão tecnológicos como os da Apple? Dieter Rams seguia alguns princípios atemporais, que podem, e devem, ser aplicados a qualquer trabalho de design. Sua máxima era "menos, mas melhor".
Um bom design :
  1. É inovador (reinventar, ai está a graça do design);
  2. É estético;
  3. Ajuda a entender o produto (é auto-explicativo) ;
  4. É discreto;
  5. Não é obstrutivo (não atrapalha o uso);*as fotos são exemplos do que é obstrutivo, e muito.
  6. É honesto (não faz parecer que o produto faz algo que não faz);
  7. É durável;
  8. É consequente até o último detalhe (está totalmente ligado à função);
  9. É coerente com o meio-ambiente;
  10. É o menos de design possível.

domingo, 30 de agosto de 2009

Corinthians tipo exportação


Em 2009, uma das maiores torcidas do país retomou seu orgulho. Foi um ano marcado por grandes conquistas. Após a volta para a primeira divisão, em 2008, o time se tornou campeão paulista e conquistou a Copa do Brasil. Suas vitórias garantiram uma vaga na Libertadores em 2010, ano do centenário. Além de tudo isso, realizou uma importantíssima aquisição, um renomado talento nos jogos e um grande investimento em marketing, Ronaldo, o fenômeno.
Mas não, eu não sou corinthiana, e nem pretendo falar aqui de futebol. Quero falar de outro grande investimento do time, que vem contribuir para o brilho dessa boa fase: o site internacional do Corinthians (www.corinthians.com.br/internacional), feito pela agência Phocus Interact. Eu li uma entrevista com Eduardo Costa, diretor geral da agência, na Revista de Web Design (http://www.revistawebdesign.com.br/ ) e decidi dividir um pouco do que tem lá aqui com vocês.
O que mais achei legal foi que Eduardo Costa, corinthiano, usou os recursos web e de design para explorar a paixão do torcedor, tornando o site, de fato, uma ferramenta de interface com o time, um lugar onde os corinthianos se sentem em casa. Ele descobriu um link(http://migre.me/3jDW) que agrupa informações e sites de centenas de clubes de futebol do mundo e se lançou na pesquisa. A partir disso percebeu como a maioria dos sites é informativa, deixando de lado a emoção, algo essencial para qualquer torcida.
As referências emocionais, o material para o site, vieram do Memorial do Corinthians e de vídeos produzidos pela GPM Group (com o presidente, jogadores e ídolos do passado, como Basílio e Rui Rei). Antes, porém, uma versão não oficial do site foi feita com o conteúdo do projeto Loucos por Ti (http://www.loucosporti.com.br/).
O site é dividido em topo, miolo e rodapé. O primeiro e último ficaram a cargo de informações publicitárias, de patrocinadores, parceiros e os acessos ao site oficial e aos demais idiomas. O miolo ficou a cargo das emoções. Mas com as inúmeras seções, como fazer um meu que combinasse com a proposta do site? Uma boa sacada foi fazer em forma de bola, comportando mais seções e criando algo a ser explorado pelo usuário, além de ser um novo e chamativo espaço publicitário.
Um recurso também bem utilizado foi a música. Os cânticos das torcida, irrompendo assim que se acessa o site, causam arrepio no torcedor, reforçando ainda mais a idéia de que “Esse não é um site para se pensar, e sim para se sentir”, como disse Eduardo Costa.
Outra forma de aumentar a interação foi fugir da tradicional forma de mostrar jogadores e suas posições na forma de tabela. A seção de apresentação foi feita em 3D, com um detalhe a mais: o campo não tem gramado pois o verde da grama é a cor do rival Palmeiras.Quem gosta de web design,os corintianos, ou os só curiosos mesmo, vão curtir muito navegar no site.

domingo, 23 de agosto de 2009

Primeiro contato

A intenção inicial era falar de web design mas ai fui notando como tudo estava conectado de uma certa forma. O web design, o design visual, a comunicação....Como eu vi, então, que seria muito mais difícil, e pouco útil, tentar separa as coisas, criei o Design is on, sobre um design que está conectado, está em todo lugar. Esse blog é isso, além, é claro, de ser uma motivação para aprender e trocar experiências.
Como primeira troca de informação que tal uma semana de oficinas e palestras com foco no design e no empreendedorismo? O circuito está sendo organizado pela Lamparina Design, agência júnior de design, em comemoração aos seus cinco anos. As atividades vão acontecer nos dias 27, 28 e 29 de agosto. A ficha de inscrição, disponível no blog da agência, deve ser preenchida e entregue na sede da Lamparina Design no período de 24 a 26 de agosto. Todas as informações sobre o evento, incluindo o calendário e descrição de tudo que vai acontecer por lá, estão no blog da Lamparina: lamparinadesign.blogspot.com.
O endereço completo da agência é Universidade de Brasília, Campus Darcy Ribeiro, Prédio Multiuso 1, bloco C, 1º andar, entrada C1-28/2, sala 25/2.