quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Oops Award

O Oops Award é um prêmio que os designers fogem de ganhar. Não honra ninguém, mas tem a grande utilidade pública de mostrar que ninguém é obrigado achar genial tudo que os designers inventam.
A idéia surgiu quando o arquiteto lituano Andrej Statskij, cansado de ver coisas estúpidas serem expostas nas feiras de design, se juntou com uma jornalista e um historiador e jogou aos quatro ventos sua opinião indignada. Criou o Oops Award com o objetivo de premiar os objetos feios, estúpidos e inúteis/difíceis de usar. Quem vota são os membros da ODAF (Oops Design Award Foundation).
Esse ano, na categoria Design Mais Feio, o primeiro lugar foi para
Skin collection,de Nacho Carbonell.


O segundo lugar foi para The Wooly chair, por Jason Miller.

O terceiro lugar foi do The Cipria sofa, por Fernando&Humberto Campana,manufaturada por EDRA. Na categoria Design Mais Bobo, o primeiro ligar foi para Martin the Mule, por I Bride (nem achei tão ruim assim, é engraçado, mas enfim...).

O segundo colocado foi Treetrunk bench, por Jurgen Bey.


O terceiro lugar foi para Feminoir vase, por Christin Johanson (esse podia entrar na categoria de algo impossível de usar tb). E finalmente, mas não menos importante, na categoria de Design Mais Inútil o primeiro lugar foi Glass tank, desenhada e manufaturada por Kyouei.


O segundo lugar ficou com S-Chair transformer, por Beton Design (sei não, vai ver que esqueceram de tirar a embalagem de viagem dessa ai ante de expor).


O terceiro lugar foi para Move your energy rocking chair, por Novague (como fass//).


Tem outros objetos tão ou mais estranhos (como essa cadeira ai em baixo) no site da ODAF http://oopsaward.jimdo.com/award-2008/ .

Fofos, mas perigosos

A carreira de Simone Legno é o sonho de qualquer aspirante a designer. Ele foi descoberto por meio de seu site, ficou logo bastante conhecido e pouco tempo depois começou a trabalhar com marcas do porte da Hello Kitty. Mas não foi só sorte, ele é um exemplo de profissional que sabe o que quer, sabe fazer e conseguiu definir bem seu estilo.
“Fazer o mundo mais colorido e positivo”, esse é o sonho de Simone Legno, e ele realiza através da Tokidoki (www.tokidoki.it) , seu site, portifólio profissional e diário artístico. O artista e ilustrador italiano, define seu estilo com japanismo. Basta olhar para qualquer um dos seus desenhos para perceber a influência de animes, mangas, e da arte tradicional japonesa – principalmente em suas figuras femininas. Para ele o japão é o lugar mais inspirador para os profissionais da criação. Os artistas desse país sempre inovaram no design, arte urbana e moda.
Tokidoki é uma palavra japonesa, quer dizer “às vezes” ou “de vez enquando”. “Escolhi esse nome porque esperamos por algo que possa mudar nossos destinos. Tokidoki é esperança, a energia oculta que temos dentro de nós, que nos dá a força necessária para encarar um novo dia e para sonha que algo mágico nos acontecerá”.
Seus personagens são fofos, mas perigosos, em um “conflito que representa a dualidade de tudo que nos cerca: infância e maturidade, Ocidente e Oriente, engraçado e sério...”, como diz o artista. Um exemplo é o Mozarella, personagem famoso de toy art da tokidoki: uma criança fofa com uma fantasia de vaca, mas carregando uma metralhadora.
Seus personagens têm essência, personalidade: “... aprendi que se você quiser criar um personagem bonitinho, não pode ser qualquer gato ou cachorro. Tem que haver algum conceito original ou significado que o suporte”. Cita como exemplo a série Cactus Friends, cuja roupa representa proteção para o mundo, que às vezes pode ser frio e perigoso. A idéia da proteção está presente em todos os outros personagens, por isso eles têm um quê de perigosos. Sua arte já foi, ou está sendo, usada por diversas marcas, de Mercedes Benz e Volkswagen a Hello Kitty, New Era, Apple e Yahoo!. É um designer que não para de crescer.
* As aspas do post foram tirada de uma entrevista com o artista na revista Computer Arts Projects.

domingo, 6 de setembro de 2009

Que energia solar que nada, agora é energia heólica

Falando em design ecologicamente correto, dá só uma olhada no que promete a dynamic achiteture. O projeto, criado pelo arquiteto italiano David Fisher, promete ser completamente auto-suficiente em questão de energia, gerando, com seus movimentos, energia heólica para abastecer todo o prédio.



Será que dá certo? Você teria coragem de subir/trabalhar/morar num prédio desses?

10 princípios para um bom design

E não é que no design, também, nada se cria, tudo se transforma, ou se adapta. Muito da ciação são suas referências. Todo o bom design tem inspiração em algo que já existe, mesmo que esse algo seja a natureza, uma excelente fonte de bons designs.



Olhe essa imagem. Percebe a semelhança? As fotosde cima mostram equipamentos desenhados por Dieter Rams, famoso designer industrial alemão, que foi, por quase 30 anos, diretor de design da Braum. É responsável, junto com sua equipe, pelo design de diversos produtos da área de eletroeletrônicos da empresa.As imagens da fileira de baixo são de modernos produtos da Apple.
Um dos mais destacados designers do século XX, Rams influenciou muito do trabalho de Jonathan Ive, da Apple. I iMac, o iPhone e o iPod têm nítida inspiração nos produtos desenhados pelo designer da Braum.
Mas por que seu design é considerado tão bom até hoje, sendo aplicado até em produtos tão tecnológicos como os da Apple? Dieter Rams seguia alguns princípios atemporais, que podem, e devem, ser aplicados a qualquer trabalho de design. Sua máxima era "menos, mas melhor".
Um bom design :
  1. É inovador (reinventar, ai está a graça do design);
  2. É estético;
  3. Ajuda a entender o produto (é auto-explicativo) ;
  4. É discreto;
  5. Não é obstrutivo (não atrapalha o uso);*as fotos são exemplos do que é obstrutivo, e muito.
  6. É honesto (não faz parecer que o produto faz algo que não faz);
  7. É durável;
  8. É consequente até o último detalhe (está totalmente ligado à função);
  9. É coerente com o meio-ambiente;
  10. É o menos de design possível.